Bases da Fé Cristã: A que Deus se Assemelha?

Assim como a Escritura é a fonte suprema de informações sobre si mesma, Deus é a fonte mais elevada de informações sobre ele próprio. Se houvesse uma fonte mais elevada de informações sobre Deus, ele não seria Deus. Consequentemente, é importante que qualquer estudo sobre o Senhor considere o que Deus diz sobre si mesmo nas páginas da Escritura.

Deus Existe

A Bíblia simplesmente parte do pressuposto de que Deus existe. O primeiro versículo, “No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gn 1.1), apresenta Deus como criador sem dar quaisquer provas de sua existência ou ações.

A Bíblia também nos informa que todas as pessoas, em todo lugar, tem um profundo senso interior de que Deus existe e de que são suas criaturas. Paulo escreve que, mesmo para os ímpios, "é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou" (Rm 1.19). Segundo Paulo, a razão pela qual muitos negam a existência de Deus é porque eles "trocaram a verdade de Deus pela mentira" (v. 25), portanto, rejeitaram ativa ou voluntariamente alguma verdade acerca da existência e do caráter de Deus que antes conheciam.

O conhecimento acerca de Deus a que Paulo se refere pode ser conhecido “por meio das coisas que Deus fez” (Rm 1.20). Assim sendo, crença em Deus não é nenhuma “fé cega”; ela está baseada nos indícios que podem ser encontrados tanto na Bíblia como no dia a dia.

Deus é Conhecível

Deus não apenas existe, ele existe de tal modo que podemos conhecer coisas a seu respeito e chegar a conhecê-lo pessoalmente.

Visto que Deus é infinito e nós, finitos, nunca poderemos conhecê-lo completamente. Seu conhecimento não pode ser medido (Sl 147.5).

Embora nunca o conheçamos plenamente, podemos conhecê-lo pessoalmente. Jesus disse que a vida eterna é encontrada ao conhecermos a Deus e reconhecermos que ele é o único Deus verdadeiro que o enviou (Jo 17.3). Deus diz por meio do profeta Jeremias: “Mas aquele que se gloria, glorie-se nisto: em me conhecer” (Jr 9.24). Isso é muito melhor do que somente conhecer sobre Deus.

Deus é eterno

Deus, sendo eterno, não possui início nem fim ou sucessão de eventos em seu ser (Sl 90.2). Ele estava trabalhando antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Ele sempre existiu. Ele é o “o Alfa e o Ômega”, “aquele que é, que era e que há de vir” (Ap 1.8).

Deus é Onipresente

Assim como Deus é infinito em relação ao tempo, também é ilimitado com relação ao espaço. Ele não tem tamanho ou dimensões espaciais e está presente em todos os pontos do espaço com todo seu ser (Sl 23.23-24; Sl 139.7-10).

Deus é Onisciente

Deus sabe todas as coisas (1Jo 3.20). Ele tem conhecimento de todas as coisas que existem e de tudo o que acontece. “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e expostas aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13).

Uma vez que ele se conhece completamente (1Co 2.10-11), também conhece plenamente todas as coisas que ele poderia ter feito, mas não fez, e todas as coisas que poderia ter criado, mas não criou. Ele, do mesmo modo, conhece todos os eventos possíveis que não vão realmente acontecer, e acontecimentos que resultariam se outros eventos tivessem resultado diferente na história (Mt 11.21).

Deus é Onipotente

“Por acaso, existe algo demasiadamente difícil para o SENHOR?” (Gn 18.14). O profeta Jeremias responde a essa pergunta: “Nada é demasiadamente difícil para ti” (Jr 32.17).

Deus é onipotente, é todo-poderoso e é capaz de realizar toda sua santa vontade. Não há limites sobre o que ele decide fazer. Mas embora seu poder seja infinito, há algumas coisas que Deus não é capaz de fazer. Ele não pode fazer qualquer coisa que negue seu próprio caráter: mentir (Tt 1.2), ser tentado pelo mal (Tg 1.13) e negar a si mesmo (2Tm 2.13).

Portanto, o uso divino de seu infinito poder é qualificado por seus outros atributos.

Deus é amor

“Deus é amor” (1Jo 4.8). Jesus nos diz que o atributo da autodoação, o amor de Deus, estava ativo “antes da criação do mundo” (Jo 17.24). Isso ficou evidente no amor que Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo tinham um pelo outro (Jo 17.24; 14.31).

Esse amor eterno encontra sua expressão no amor dadivoso de Deus por seus filhos. João nos diz: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).

Deus é Justo e Correto

Disse Moisés sobre Deus: “Todos os seus caminhos são juízo. Deus é fidelidade, e nele não há injustiça; é justo e reto” (Dt 32.4). Deus sempre age de acordo com aquilo que é certo, pois ele mesmo é o padrão supremo do que é justo. Como juiz do mundo, ele fará o que é certo (Gn 18.25).

Em razão de Deus ser justo e correto, ele precisa tratar as pessoas como elas merecem, daí precisar punir aquilo que é contra ele, isto é, o pecado. Todavia, algumas vezes Deus perdoa as pessoas e não as pune por seus pecados. Como pode fazer isso e ser justo ao mesmo tempo? Deus é capaz de perdoar pessoas porque Cristo morreu e suportou a punição divina contra o pecado. Desse modo, Jesus demonstrou a justiça de Deus: “[…] por ter ele, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos, tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, a fim de que o próprio Deus seja justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.25-26).

Para estudos futuros

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