Bases da Fé Cristã: Quem é Jesus?

Na pessoa de Jesus, Deus entrou fisicamente em nosso mundo. Em Jesus, Deus e o homem tornaram-se uma pessoa, um ser totalmente diferente do que qualquer outro que o mundo já viu e jamais verá. Jesus Cristo era, e sempre será, totalmente Deus e totalmente Deus numa só pessoa, e essa pessoa mudou o curso da história para sempre.

Jesus plenamente homem

Jesus era plena e completamente humano. Ele foi gerado no útero de sua mãe por meio de uma obra milagrosa do Espírito Santo (Mt 1.18). Uma coisa é bem clara: Jesus nasceu de mãe humana.

Assim como temos um corpo humano, Jesus também tinha. Cresceu e se desenvolveu como qualquer outra criança (Lc 2.40,52). Seu corpo ficava cansado (Jo 4.6). Sentia fome (Mt 4.2). Enquanto estava na cruz, sentiu sede (Jo 19.28). Seu corpo era, em todos os aspectos, exatamente como o nosso.

Além disso, Jesus também sentiu toda a gama de emoções. Admirou-se da fé do centurião (Mt 8.10); chorou pela morte de seu amigo Lázaro (Jo 11.35); e sentiu profunda tristeza antes de sua crucificação (Mt 26.38).

Jesus era como nós em todos os aspectos, menos um: ele não tinha pecado (Jo 15.10; 2Co 5.21; 1Pe 2.22; 1Jo 3.5). Como nós, Jesus passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado (Hb 4.15).

Ele tinha de ser completamente humano para servir como nosso representante perfeitamente obediente. Sua obediência representativa como homem contrapõe-se à desobediência representativa de Adão (Rm 5.19). Além disso, ele também precisava ser humano para morrer em nosso lugar (Hb 2.17). Se ele não fosse completamente humano, sua obediência e morte em nosso lugar não teriam significado.

Jesus plenamente Deus

A concepção milagrosa de Jesus mediante o Espírito Santo no útero de Maria uniu o humano e o divino de tal forma que jamais estarão em qualquer outro ser humano.

Já vimos ao tratarmos da divindade da Trindade que Jesus é plenamente Deus( Cl 2.9). Quando os contemporâneos de Jesus o chamavam de “Senhor”, estavam empegando um termo usado mais de seis mil vezes na tradução grega do Antigo Testamento para se referir a Deus ou “o Senhor”. Ao anunciarem o nascimento de Jesus (Lc 2.11), os anjos estavam dizendo que o próprio Senhor Deus havia nascido. Jesus também reivindicou para si o mesmo título que o próprio Deus reclamou para si mesmo em Êxodo 3.14: “Eu Sou o que Sou” (Jo 8.58). As palavras de Jesus em Apocalipse 22.13 se assemelham muito ao que Deus o Pai disse no início do mesmo livro (Ap 1.8).

Jesus era plenamente Deus. Se ele não fosse plenamente Deus, não poderia ter assumido a penalidade total pelo pecado do mundo inteiro. E se ele não suportasse a pena total de pecado pelo mundo, como um homem sem pecado, não haveria um pagamento válido pelos pecados de todos e ninguém poderia ser salvo.

Jesus – plenamente Deus e totalmente homem numa só pessoa

Jesus era totalmente Deus, mas também era totalmente homem, e o era integralmente todo o tempo. O eterno Filho de Deus tomou sobre si mesmo uma natureza verdadeiramente humana. Suas naturezas divina e humana são, para sempre, distintas e conservam suas propriedades, embora estejam eterna e inseparavelmente unidas numa só pessoa.

Esse é, provavelmente, o milagre mais incrível de toda a Bíblia: o eterno Filho de Deus totalmente divino tornou-se plenamente humano e, fazendo assim, uniu-se à natureza humana para sempre. Jesus, um homem diferente de qualquer outra pessoa que o mundo viu e verá, uniu eternamente tanto o infinito quanto o finito e mudou o curso da história para sempre.

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