Está começando aqui no blog uma nova série. Nela será apresentada uma visão geral de cada livro da Bíblia.
Eu penso que uma das melhores maneiras de entender a Bíblia é olhar para o projeto e mensagem de cada livro individual e como ele se encaixa na história geral de toda a Bíblia. Por isso, ter uma visão geral da história completa da Bíblia é muito importante antes de nos aventurarmos em estudos mais detalhados e particularizados.
Mas antes de atentarmos para cada livro individualmente, vejamos algumas características gerais da Bíblia como livro.
Nome
O nome Bíblia não aparece em nenhum lugar dela além da capa. Seu nome vem da palavra grega biblos, que era o nome dado à casca de uma planta chamada papiro. O papiro era a principal matéria-prima na fabricação de papel. Ele era cortado em tiras finas e esticadas, que por sua vez eram coladas umas nas outras.
De biblos vem a palavra biblion (livrinho), e o seu plural, biblia (livrinhos). Apesar de utilizarmos a palavra no singular, originalmente era uma palavra plural e se referia a qualquer coletânea de pequenos livros. O primeiro a utilizar o termo da forma que fazemos hoje foi João Crisóstomo, bispo de Constantinopla.
Paulo utiliza a palavra no original grego em 2Tm 4.13:
Quando você vier, traga a capa que deixei em Trôade, na casa de Carpo. Traga também os livros, especialmente os pergaminhos.
Paulo está se referindo aqui às Escrituras canônicas do Antigo Testamento.
Idiomas Originais
O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com algumas porções em aramaico, durante um período de 1000 anos. O Novo Testamento foi escrito em grego coinê (comum) durante o primeiro século da era cristã.
Jesus e seus discípulos falavam o aramaico, por isso também encontramos palavras em aramaico aqui e ali no Novo Testamento: aba (Mc 14.36), talita cumi (Mc 5.41), Maranata (1Co 16.22) e Gólgota (Mt 27.33).
Os dois Testamentos
A palavra testamento é a tradução da palavra hebraica berit, e da palavra grega diateke. Ambas foram traduzida na versão latina de Gerônimo com testamentum, de onde tiramos nossa palavra no português.
Um testamento, que seria melhor traduzido como aliança, é um pacto ou acordo entre duas ou mais partes. Logo, temos a antiga aliança, realizada entre Deus e o seu povo (os judeus), e a nova aliança, realizada entre Deus e os cristãos. Jesus referiu-se ao seu sangue como a nova aliança (1Co 11.35), e Jeremias profetizou que Deus firmaria uma nova aliança com Israel (Jr 31.31-34).
As Seções da Bíblia
Antigo Testamento
O Antigo Testamento possui 39 livros e é dividido em 4 seções:
| Pentateuco (5 livros) | História (12 livros) | Poesia (5 livros) | Profecia (17 livros) |
|---|---|---|---|
| Gênesis a Deuteronômio | Josué a Ester | Jó a Cântico dos Cânticos |
1. Profetas maiores (5 livros) Isaías a Daniel 2. Profetas menores (12 livros) Oseias a Malaquias |
Nota - As designações “profetas maiores” e “profetas menores” referem-se ao tamanho do livro e não à importância do profeta.
Novo Testamento
O Novo Testamento possui 27 livros e também divide-se em 4 seções:
| Evangelhos (4 livros) | História (1 livro) | Epístolas (21 livros) | Profecia (1 livro) |
|---|---|---|---|
| Mateus a João | Atos dos Apóstolos |
1. Epístolas Paulinas (13 livros) Romanos a Filemom 2. Epístolas Gerais (8 livros) Hebreus a Judas |
Apocalipse |
A Bíblia possui no total 66 livros e divide-se em 8 seções.



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