Antes de Jesus nascer, um anjo dissera a seu pai terreno, José, que ele deveria dar-lhe o nome de Jesus “porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21). Jesus nos salvou dos nossos pecados tanto pela vida que viveu como pela morte que sofreu. Essa obra salvadora realizada por Jesus a nosso favor é chamada de expiação.
A Causa da Expiação
A Bíblia é clara em dizer que Cristo veio nos salvar por causa do amor fiel e justiça de Deus. O amor de Deus é afirmado no famoso texto de João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A justiça de Deus é afirmada quando Paulo escreve que Deus apresentou Jesus “como propiciação” (Rm 3.25), isto é, um sacrifício que aplacasse a ira divina a fim de que Deus olhasse para nós favoravelmente.Nossos pecados precisavam ser punidos para que Deus pudesse ser justo. Alguém precisou ser punidos por esses pecados e esse alguém foi Jesus. Em sua vida e morte vemos a expressão plena da justiça de Deus (o pecado é punido) e amor fiel (Deus deu seu próprio filho para suportar o castigo).
A Necessidade da Expiação
Uma vez que Cristo decidiu morrer no lugar dos pecadores, a justiça de Deus tornou necessária para Cristo viver e sofrer a morte que suportou. Os sacrifícios realizados no AT não tinham valor permanente (HB 10.4). Jesus “pelo seu próprio sangue... obteve uma eterna redenção” (Hb 9.12) e aniquilou “o pecado por meio do sacrifício de si mesmo” (V. 26).A Natureza da Expiação
Contudo, se Jesus tivesse apenas se oferecido como sacrifício, garantindo para nós o perdão dos pecados, obteríamos apenas uma salvação parcial. Embora nossa culpa fosse removida, seríamos como Adão e Eva quando foram criados: livres de culpa, mas capazes de pecar e sem um registro de obediência ao longo da vida.Para entrar em comunhão com Deus, precisamos viver uma vida de perfeita obediência. Logo, Cristo teve de viver a experiência de uma vida de perfeita obediência a Deus para que os méritos positivos dessa obediência pudessem ser contados em nosso favor (Rm 5.19).
Cristo tornou-se nossa justiça por meio da vida perfeita que viveu (1Co 1.30). Ele também teve uma vida de sofrimentos (Is 53.3). Jesus sofreu física e emocionalmente, no entanto, nada se compara ao seu sofrimento espiritual. Ele odiava o pecado —, no entanto, voluntariamente tomou sobre si todos os pecados daqueles que um dia seriam salvos (Is 53.12). Aquilo que ele odiava com todo o seu ser foi derramado sobre ele (1Pe 2.24).
Cristo, necessária e voluntariamente, suportou o castigo total por nosso pecado na cruz, e, assim, por meio de sua morte, a justiça de Deus foi cumprida.
O Resultado da Expiação
Cristo viveu uma vida perfeita e sem pecado, e sofreu uma morte horrível de pecador a fim de salvar “o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21). Ele pagou o castigo que nós merecíamos por nossos pecados, suportou a ira que merecíamos suportar, superou a separação que o nosso pecado causou entre Deus e nós e nos libertou da escravidão causada pelo pecado. Por causa da obra de Cristo em nosso favor, Deus pode nos resgatar “do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, (Cl 1.13). Que grande salvação!Para estudos futuros
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